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sábado, 14 de janeiro de 2012

Palavras ao vento

A chuva cai lá fora e acredito que é exatamente isso que não permite que as lágrimas rolem sobre o meu rosto. Esse tempo me acalma, me aconchega. O frio me torna melhor. Como se, por alguns míseros minutos, eu não me sentisse uma verdadeira estranha pra mim mesma. E nisso tenho razão, ao contrário de quase tudo que falo, nisso eu sei que tenho razão; porque afinal, o frio não está lá fora, mas aqui dentro de mim. Frio, insensível.. cruéis palavras para definir um coração. Porém, assim como o tempo lá fora, eu não posso escolher o estado do meu coração. Ei, ouça, cada gota de chuva que cai, são como as gotas de sangue que passam por minhas veias. Ou então, como palavras que ouço bem no fundo da minha alma e que tocam os meus pensamentos, mas que passam e se vão como chuva de verão. E, bem..  não voltam tão cedo.

Caixinha de segredos

Com um sorriso no rosto, um ar de alegria. Creio agora que essa seria a melhor solução depois de noites e noites chorando, e orando (principalmente orando!). Juntar todas as minhas lágrimas e escondê-las numa caixinha de segredos, onde ninguém possa descobri-las, onde ninguém sequer desconfie que elas existam. Para que então, quando enfim for deitar-me, possa abrir essa tal caixinha que guardo no mais profundo do meu coração, e possa chorar, incontrolavelmente. Sem que ninguém saiba, sem que ninguém hesite nessa provabilidade. Derramar minhas lágrimas à noite, e assim que o sol voltasse, guardá-las novamente, escolher um de meus sorrisos mais convincentes e colocá-lo em meu rosto. Porque afinal, as lágrimas estarão sempre ali, à minha espera.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Sorrir, e aí enganamos mais de um terço do mundo.
Sabe querido, eu tenho de admitir que eu não paro de pensar em você.Mas, mais do que isso, a ideia de morarmos juntos é o que mais persegue os meus pensamentos. A imagem de uma casa pequenininha, arrumadinha. Bem, arrumadinha seria força de expressão.. Livros espalhados pela casa, pela sala, cozinha, quartos .. e por que não no pátio também ? Nos intervalos da correria do dia-a-dia, poderíamos ler um trecho de um livro, ou recitá-lo um ao outro. Oh, isso seria realmente encantável. 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012