sábado, 29 de setembro de 2012
domingo, 23 de setembro de 2012
Ser simpática e gentil com todos, cansa, em algum momento cansa. Porque acabamos não sendo verdadeiros, fingimos. Acabamos nos escondendo atrás de palavras e páginas e mais páginas de um livro sem fim, que ao contrário de tudo que você já leu, não tem um final feliz, mas um final deplorável. Um final na vasta solidão. Onde escuta-se somente o drama da vida, lê-se melancolias e sentem-se lágrimas. Onde ninguém pode nos ouvir, ver ou sentir. Pensando bem, é um bom esconderijo, viver sozinha, tem algo melhor ?
sábado, 22 de setembro de 2012
"Minha pureza era linda, Zé, mas ninguém entendia ela, ninguém acolhia ela. Todo mundo só abusava dela. Agora ninguém mais abusa da minha alma pelo simples fato de que eu não tenho mais alma nenhuma. Já era, Zé. É isso que chamam de ser esperto? Nossa, então eu sou uma ninja. Bate aqui no meu peito, Zé? Sentiu o barulho de granito? Quebrou o braço, Zé? Desculpa."
— Tati Bernardi
— Tati Bernardi
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Escuridão.
A pequena cidade dormia na vasta escuridão.
No silêncio e na tranquilidade a pequena cidade descansava.
As ruas eram calmas, serenas.
Parecia que adormeciam junto com seus moradores.
Mas um estrondo em meio ao imenso vácuo despertou a todos.
Despertou as ruas, os adultos, as crianças.
Despertou os que tranquilamente repousavam e os que serenamente sonhavam.
Despertou a lágrima, o choro, o desespero.
Despertou a angustia, o medo, o sofrimento.
Quem dormia tranquilo, despertou angustiado.
Quem adormeceu em sonhos, despertou em cruéis pesadelos.
Era calma, tão serena a noite naquela cidade.
Onde muitos descansavam, reclamando de tudo.
Enquanto tantos outros choravam, lamentando o "nada" que lhes restara.
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