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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014


"O autor é quem escreve, mas o livro é de quem lê, e isso de uma forma muito mais abrangente do que o conceito de propriedade privada. O livro é de quem lê mesmo quando foi retirado de uma biblioteca, mesmo que seja emprestado, mesmo que tenha sido encontrado num banco de praça. O livro é de quem tem acesso às suas páginas e através delas consegue imaginar os personagens, os cenários, a voz e o jeito com que se movimentam. São do leitor as sensações provocadas, a tristeza, a euforia, o medo, o espanto, tudo o que é transmitido pelo autor, mas que reflete em quem lê de uma forma muito pessoal. É do leitor o prazer. É do leitor a identificação. É do leitor o aprendizado. É do leitor o livro. "
A graça da coisa - Martha Medeiros

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014


Como explicar o efeito que o Natal tem sobre nós? É tudo tão mágico, tão feliz, tão esperançoso... Nem parece que estamos vivendo no mesmo lugar. Será o brilho das luzes que ofuscam o nosso olhar para a realidade? Não há época mais bela: a espera dos presentes, a solidariedade, a reunião de família. As luzes do Natal trazem o brilho que deixamos de lado durante todo o ano. Passamos a vida na escuridão, esperando pelas luzes e pela esperança do Natal. Por que não mantê-las durante o ano todo? Por que não ser solidário o ano todo? Por que não reunir a família o ano todo? Ou, ainda melhor, reuni-la a vida toda? Não precisamos esperar pelas luzes do Natal, temos nossa própria luz.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014



"Mas te vejo e sinto
O brilho desse olhar que me acalma
Me traz força pra encarar tudo."

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Lendo A Graça da Coisa

"Só nos tornamos adultos quando perdemos o medo de errar. Não somos apenas a soma das nossas escolhas, mas também das nossas renúncias. Crescer é tomar decisões e depois conviver em paz com a dúvida. Adolescentes prorrogam suas escolhas porque querem ter certeza absoluta errar lhes parece a morte. Adultos sabem que nunca terão certeza absoluta de nada, e sabem também que só a morte física é definitiva. Já morreram diante de fracassos e frustrações, e voltaram pra vida. Ao entender que é normal morrer várias vezes numa única existência, perdemos o medo e finalmente crescemos."
A graça da coisa - Martha Medeiros