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domingo, 29 de abril de 2012

Seis horas da manhã, procuro o que vestir e me deparo com a imagem apagada que o espelho reflete. O frio cerca meu corpo, e congela meu coração, não sou mais a mesma. Ele praticamente parou de bater, há lentas e arrastadas pulsões,  mas o sangue já não é mais sentido, o calor se afasta do meu corpo. Sumiram. Os sentimentos sumiram. Acho que um coração tão gélido não é um bom lugar para eles, mas eu sobrevivo, eu sei que sobrevivo. Sempre acordo com o objetivo de sobreviver. Dias alegres, descontraídos são lucro, desde que eu sobreviva. Essa é a minha luta: sobreviver. Às pessoas, ao medo, sobreviver à mim mesma.
E quando chega essa hora da noite, na minha solidão, tudo vira poesia. E agonia. E melancolia. Tudo, menos alegria.
Eu o chamo de anjo, querendo que ele me cuide como tal; eu o chamo de bebê, querendo tê-lo em meus braços; eu o chamo de meu, querendo que ele me pertença.
O sol lá fora já não faz mais diferença pra mim. Aqui dentro continua frio, continua escuro, continua sem sentido algum ...
"Muitas vezes os poetas descrevem o amor como uma emoção que não podemos controlar, uma emoção que esmaga a lógica e o bom-senso. Comigo foi assim. Eu não planejei me apaixonar por você, e duvido que você também tenha planejado se apaixonar por mim. Mas, assim que nos conhecemos, estava claro que nenhum de nós conseguia controlar o que estava acontecendo com a gente. Ficamos apaixonados, apesar das diferenças entre nós, e quando isso aconteceu, alguma coisa rara e maravilhosa foi criada."
                                                                         - Diário de uma paixão

domingo, 1 de abril de 2012

O verão está chegando ao final, e com ele, os dias ensolarados. Mais um motivo para o meu coração perder o brilho.