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domingo, 29 de abril de 2012

Seis horas da manhã, procuro o que vestir e me deparo com a imagem apagada que o espelho reflete. O frio cerca meu corpo, e congela meu coração, não sou mais a mesma. Ele praticamente parou de bater, há lentas e arrastadas pulsões,  mas o sangue já não é mais sentido, o calor se afasta do meu corpo. Sumiram. Os sentimentos sumiram. Acho que um coração tão gélido não é um bom lugar para eles, mas eu sobrevivo, eu sei que sobrevivo. Sempre acordo com o objetivo de sobreviver. Dias alegres, descontraídos são lucro, desde que eu sobreviva. Essa é a minha luta: sobreviver. Às pessoas, ao medo, sobreviver à mim mesma.

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