domingo, 1 de julho de 2012
Era fim de tarde quando vi nuvens sombrias se aproximando e em poucos minutos elas já estavam sobre mim. Eu aumentei o volume da música para tentar abafar os trovões, mas nada impedia o impacto tenebroso que eles tinham sobre mim. Ao deitar-me, as gotas de chuva começaram a cair, e quando percebi já havia uma tempestade aqui dentro de mim. Quando ouvi as gotas de chuva caírem, as minhas lágrimas também caíram . E assim como as poças na rua iam se formando, no meu coração também formavam-se poças.De dor, sufoco, solidão. Os céus choravam e meu coração chovia. Chovia a noite inteira, mas na manhã seguinte sempre brilhava. Ofuscado, com um brilho que não era seu. Mas ninguém percebia. Ninguém nunca percebia. E chovia à noite, para brilhar ao dia.
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