Páginas

domingo, 29 de julho de 2012


Ninguém tinha o seu jeito, as suas palavras,o seu sorriso. Me iludi sozinha ao pensar que te encontraria em qualquer esquina, em qualquer rosto, em qualquer beijo. Passei inúmeras semanas te procurando em vários cantos da cidade, mas não estavas em lugar algum. Acreditei estar encantada por outros olhares, quando na verdade buscava apenas o teu. Exigia trechos de livros, músicas estranhas e declarações inusitadas, mas só você podia me ofertar essas coisas. E procurava em outro alguém, em outro lugar, em outro coração, tudo aquilo que só você tinha, tudo aquilo que só você era. Mas ninguém tinha o seu jeito, as suas palavras, o seu sorriso. Ninguém me tinha tanto quanto você.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Acho que estou andando pra frente. Ontem ri tanto no jantar, tanto que quase fui feliz de novo. Ouvi uma história muito engraçada sobre uma diretora de criação maluca que fez os funcionários irem trabalhar de pijama. Mas aí lembrei, no meio da minha gargalhada, como eu queria contar essa história para você. E fiquei triste de novo (…) Quase consigo me animar com essa história, mas me animar ou gostar de alguém me lembra você. E fico triste novamente. Eu achei que quando passasse o tempo, eu achei que quando eu finalmente te visse tão livre, tão forte e tão indiferente, eu achei que quando eu sentisse o fim, eu achei que passaria. Não passa nunca, mas quase passa todos os dias.
Tati Bernardi 

domingo, 22 de julho de 2012

Uma coisa que eu aprendi na vida é que amores impossíveis podem dar uma boa história.

quarta-feira, 18 de julho de 2012



"Mil vezes senti vontade de segurar sua mão, e mil vezes fiquei quieta, sem fazer nada. Estava um pouco confusa - queria dizer que o amava, e não sabia como começar."
                        Paulo Coelho

sexta-feira, 13 de julho de 2012




Se algum dia alguém me amar pelo que escrevo, este sim me amará pelo que realmente sou.

segunda-feira, 9 de julho de 2012




“E talvez nenhuma palavra expresse com intensidade suficiente meus sentimentos, nem definam a grandeza deles. Mas é bom ter em mente isto, e ao ler a simplicidade dos meus textos, eu tenha a ilusão de que eles os sentimentos são mesmo simples, que não despertam a confusão nem o medo em minha mente, que não passam de utopias… quando na verdade, não são nada disso; pelo contrário.
Talvez ver a pequenice nos sentimentos ofusque a visão de que, apesar lindo e intensos, eles são completa e totalmente destruidores de corações puros e sofredores”
(Livraria Pessoal)

sábado, 7 de julho de 2012


Por razões que desconheço, nossas aproximações foram sempre pela metade. Interrompidas. Um passo para a frente e cem para trás. Retrocessos. Descaminhos. E me pergunto se, quem sabe um dia, na hora certa, nosso encontro pode acontecer inteiro.
                                                       Caio Fernando Abreu

domingo, 1 de julho de 2012

Era fim de tarde quando vi nuvens sombrias se aproximando e em poucos minutos elas já estavam sobre mim. Eu aumentei o volume da música para tentar abafar os trovões, mas nada impedia o impacto tenebroso que eles tinham sobre mim. Ao deitar-me, as gotas de chuva começaram a cair, e quando percebi já havia uma tempestade aqui dentro de mim. Quando ouvi as gotas de chuva caírem, as minhas lágrimas também caíram . E assim como as poças na rua iam se formando, no meu coração também formavam-se poças.De dor, sufoco, solidão. Os céus choravam e meu coração chovia. Chovia a noite inteira, mas na manhã seguinte sempre brilhava. Ofuscado, com um brilho que não era seu. Mas ninguém percebia. Ninguém nunca percebia. E chovia à noite, para brilhar ao dia.

Uma vez me disseram que eu jamais amaria dum jeito que "desse certo", caso contrário deixaria de escrever. Pode ser. Pequenas magias.
(Caio Fernando Abreu, carta a José Márcio Penido)